Dica de DVD/Blu-ray da semana: "Lembraças", com Robert Pattinson.

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Sinopse: 
Tyler Roth não consegue se recuperar da extrema dor que sente por ter perdido seu irmão, que cometeu suicídio. Nesse meio tempo, ele conhece Ally, a filha de um policial, que teve sua mãe brutalmente assassinada. Percebendo que pode compartilhar seu pesar com ela, os dois acabam se apaixonando, numa tentativa de tentar, por meio do amor, se libertar da angústia. Assim, Tyler descobre que a perda pode ser superada e a amargura que envenenava sua alma pode ser curada, levando uma vida junto de Ally.
 Crítica:




“Lembranças” se tornou um filme bastante aguardado principalmente pela presença de Robert Pattinson, o querido do publico feminino por sua presença na Saga-Crepúsculo. 
Robert vive Tyler, o jovem problemático que tem uma relação turbulenta com o pai e que se apaixona por Ally. O filme sucede em fazer com o que o público sinta a dor e a semelhança entre os personagens. 
Tanto Ally quanto Tyler sofreram perdas irrecuperáveis em suas vidas e o sentimento de angústia aproxima os dois. O casal Pattinson e Emile de Ravin mostra uma boa química e ajuda muito na transmissão dos sentimentos dos dois.
Um problema de Lembranças é o roteiro muito irregular. O script consegue aprofundar decentemente os personagens, mas acaba se perdendo no andamento da história. Mas esse ainda não é o grande problema: o twist final é tão surpreendente quanto apelativo e forçado, chegando muito perto de ser até ofensivo. Se o filme tivesse um final mais sólido e menos manipulativo, Lembranças seria um produto final mais bem acabado.
O elenco vai bem, mas a história melodramática deixa um pouco a desejar. Pelo menos Robert provou que pode fazer bem  mais do que as caretas e expressões de Edward Cullen. Nota do Blog:5
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Critica da Semana:Origem (Inception, de Christopher Nolan) – Ficção

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Elenco: Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Hardy , Cillian Murphy, Tom Berenger, Michael Caine, Lukas Haas, Tohoru Masamune, Talulah Riley, Dileep Rao, Yuji Okumoto, Claire Geare.

 Christopher Nolan é um diretor especializado em trabalhar com tramas recheados de informações. Foi assim em Amnésia, Insônia e Batman. Não poderia ter sido diferente em A Origem. Em sua nova produção, Nolan oferece ao espectador um quebra-cabeça recheado com um belo espetáculo visual.

Cobb (DiCaprio) é especializado em invadir sonhos alheios e roubar ideias, segredos, informações. Trabalha junto com Artur (Levitt), que faz um trabalho mais braçal. No primeiro trabalho do filme, ambos estão invadindo a mente de Saito (Watanabe), não sabendo que Saito estava testando o time para trabalhar para ele. Saito quer que Cobb invada a mente de um concorrente chamado Robert Fischer (Murphy), mas para fazer um plano diferente: plantar uma ideia que o faça desmontar o império que o pai criou. 

Cobb é foragido da justiça por ser acusado de matar a própria esposa, então aceita o trabalho em troca de ajuda para voltar aos EUA. Para isso, Cobb recruta Ariadne, responsável por arquitetar os sonhos, além do falsificador Eames e do químico Yusuf. O grande inimigo de Cobb, porém, é a presença constante de Mal, sua falecida esposa, em seus pensamentos. Mal sabota suas missões e se torna o grande desafio de Cobb.

Grande parte do filme se passa na invasão a mente de Fischer, em um plano audacioso da equipe. Para o plano dar certo, Cobb e seus companheiros precisam infiltrar várias camadas do subconsciente de Fischer, ou seja, precisam sonhar dentro de um sonho. Se o plano der errado, eles podem passar décadas no limbo, devido ao sedativo injetado por Yusuf para permitir um sono maior. O trabalho fica mais difícil ainda quando descobrem que a mente de Fischer é treinada para atacar os extratores. Mas realmente a ousadia vem da mente de outro cidadão: Christopher Nolan. Nolan explora o mundo de idéias de forma original e intrigante, sabendo trabalhar a questão de infinidade de possibilidades presentes na mente humana.

A Origem é um filme complexo, mas o diretor consegue desenvolver a trama sem ofender a percepção do público. O mérito é que o filme nos faz pensar nas inacabáveis possibilidades da mente humana ao mesmo tempo em que nos brinda com um visual estonteante e cenas de ação brilhantes, com destaque para a batalha de Artur conta a falta de gravidade em uma das dimensões. Mas talvez o mais importante de A Origem, apesar de todas as ideias mirabolantes e perfeitamente exploradas, seja a angústia e nervosismo carregada pelo seu personagem principal, Cobb. Ele é o coração do filme, e a chave do puzzle. Ele não é a solução, mas sim a força que carrega a trama.
O elenco fortíssimo de A Origem brilha a cada minuto. Leonardo DiCaprio faz um papel a qual já está acostumado: o de herói angustiado. E faz bonito. O elenco coadjuvante também é fenomenal, com Joseph Gordon-Levitt diferente e machão, uma Ellen Page adorável, assim como Ken Watanabe. Marion Cottilard participa em poucas cenas, mas consegue ser agradavelmente detestável em seu personagem, o que é perfeito já que Mal é a principal antagonista do filme.

A obsessão por detalhes também se destaca em A Origem. Nolan pensou milimetricamente em tudo. Pensou nas formas de como se acordar de um sonho, de como identificar a vida real do subconsciente (através de um objeto pessoal e pequeno, muito importante na trama). Mas o sensacional é que ele expôs o  seu personagem principal a um novo inimigo: a sua própria lembrança. O Nolan que dirige e escreve A Origem me faz lembrar da genialidade de um Gorge Lucas e da obsessão de um Steve Spielberg.

A cada peça montagem do puzzle de A Origem, você percebe que está diante de uma obra-prima. A imagem final do quebra-cabeça vai depender da sua interpretação, mas é exatamente isso que vai fazer o filme se fixar na sua cabeça por um bom tempo. 

Talvez Nolan tenha usado o truque do filme para plantar uma idéia em nossa mente. A Origem é o melhor filme de 2010 juntamente com Toy Story 3. E um dos melhores dos últimos anos. De hoje em diante, tomarei mais cuidado com meus segredos quando começar a sonhar. Vale o ingresso, e é diversão certa! 
Nota do Blog:10
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