Depois das bobagens de”AvsP 1 e 2” finalmente a natureza do Predador foi restaurada num filme que faz jus ao personagem alinígena que, quando esteve na Terra, em 1987 e 1990 (turismo de caça), só matava assassinos, traficantes, guerrilheiros…, e talvez por isso caiu no gosto do público. 

Lá se vão 23 anos, desde que o os frequentadores dos cinemas conheceram o poderoso monstrengo sanguinário que tinha o poder da invisibilidade, uma cabeleira rastafári e impressionava pela forma como limpava e guardava os seus troféus. 




Bom, ele continua grandalhão, cheio de novos truques, e o seu esporte favorito ainda é caçar assassinos iguais a ele.O que, na visão do mané Sylvestre Stallone, é o que não falta por aqui! No entanto desta vez, prefere lutar de igual para igual (ou mais ou menos isso), em um planeta neutro. 

Assim, sem mais e nem porque, os “melhores ou piores” mercenários do mundo são sequestrados (abduzidos!) em plena atividade criminosa nos EUA, México, Ásia, África, Rússia, Israel…, e literalmente lançados de pára-quedas num planeta feioso em algum lugar do Universo. 

O assassino que não morrer na queda pode não ter chance de continuar vivo, quando conseguir ficar em pé. É temporada de caça: Predadores Alienígena versus Predadores Humanos, então é pernas e balas pra que te quero.

A historia:
O longa nos mostra um grupo de humanos tentando sobreviver em uma reserva de caça alienígena. Logo na introdução, descobrimos que este não será o tipo de filme “passeio no bosque”, nem um mero episódio do telesseriado Survivor. Há um suspense interessante, que começa com os mercenários literalmente “caindo” do céu feitos moscas, numa floresta desconhecida e tentando se situar, desconfiando até da própria sombra, é quando a caçada insana realmente começa. 

Pode até lembrar a série Lost, mas o pesadelo ali é outro.  As frequentes tomadas próximas ao solo da densa floresta tropical mantêm a sensação de que algo perigoso está à espreita, que cada passo pode ser o último. E isso funciona muito bem, já que todos os elementos são colocados em doses exatas.

E quando a poeira dos tiros e explosões baixa um pouco e um novo perigo não aparece, o público pode recuperar o fôlego e tem a oportunidade de perceber o que está acontecendo em cena, momento raro entre os filmes de ação recentes, nos quais a adrenalina ininterrupta dá o tom da narrativa.

Junto com a alternância entre ação e expectativa, os momentos em que os personagens especulam sobre o que está acontecendo, ou em que alguma informação conhecida anteriormente é revelada ao grupo, também vêm em ocasiões oportunas, deixando espaço para  a história ser desvendada ao acompanhar os eventos que se desdobram, permitindo que a platéia se pergunte se os personagens estão dizendo a verdade uns aos outros.  

Dirigido por Nimrod Antal, baseado num antigo roteiro de Robert Rodriguez, escrito em 1994 (para ser o Predador-3), atualizado por Alex Litvak e Michael Finch

 Predadores é coerente com o primeiro filme e pode agradar os amantes do gênero ficção com pitadas de terror e traz um elenco competente: Adrien Brody é Royce, um mercenário, Laurence Fishburne é Noland, um enlouquecido sobrevivente de três temporadas de caça, Topher Grace é Edwin, um misterioso médico, a nossa Brasileira Alice Braga é Isabelle, uma atiradora de elite do exército israelense, Walton Goggins é Stan, um serial killer, Danny Trejo é Cuchillo, líder de uma quadrilha de drogas, Oleg Taktatov  é Nicolai, um soldado das Forças Especiais da Rússia, Mahershalalhashbaz Ali é Mombasa, um soldado africano, Louis Ozawa Changchien é Hanzo, um matador da Yakuza.

Talvez o grande mérito de Predadores seja que este é um filme de fã para fãs, e o longa é um resgate de boa parte da qualidade da ficção científica original de 1987. 

O filme fez uma campanha tão boa que já foi anunciado uma sequência. Mais independente disso, Predadores vai muito alem da pipoca, e consegue mesclar ficção científica, alienígenas, muita ação e suspense.  Com certeza vale o ingresso, e é diversão garantida!

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